contato@babiloniaeditorial.com.br

Nelson Rodrigues

a cabra vadia

A cabra vadia traz de volta a seleção feita por Nelson Rodrigues em 1970 das crônicas publicas em O Globo entre 1967 e 1969. Vemos nesses 84 textos uma sinceridade inabalável, que estremece nossas certezas e que fez do autor um incômodo para a intelectualidade de uma época marcada pela radicalização de posições políticas. Voz dissonante na imprensa desabituada à complexidade, Nelson não tinha medo de expor suas radicais e polêmicas opiniões. Atacava personagens nos quais via a hipocrisia da época — o “padre de passeata”, a “grã-fina de nariz de cadáver” que faz “pose de socialista” — e não perdoava nem os amigos.

cabravadiad

Seguindo a linha temática confessional, esta é uma coletânea das crônicas de Nelson Rodrigues, o maior dramaturgo brasileiro, publicadas na coluna ‘Confissões’, do jornal O Globo, e também na coluna ‘Memórias’, do Correio da Manhã, durante o período de 1969 a 1974.

cabravadiac

As passeatas, o ‘Poder jovem’, a esquerda festiva, os festivais da canção, a agressão ao elenco de Roda viva, a pregação da violência, o Vietnã, Sartre, Mao Tsé-Tung, d. Hélder – eis aqui, em ‘O Óbvio Ululante’, um fabuloso painel de 1968 pela ótica única de Nelson Rodrigues.’O Óbvio Ululante’ é uma seleção de suas ‘Confissões’, crônicas publicadas no jornal O Globo naquele ano. Dia após dia, escrevendo na redação, ao som das ruas, Nelson descreveu o que parecia ser uma tentativa de virar o mundo de pernas para o ar – e sintetizou tudo aquilo numa prosa que, hoje, espanta pela coragem, pelo deboche e pela perenidade de suas observações.

o casamento

A apenas um dia do casamento de Glorinha e Teófilo, o médico da noiva avisa ao pai dela que seu futuro genro foi flagrado em um incidente homossexual. Esse é o ponto de partida para Nelson Rodrigues desfilar sua genialidade irônica e o humor negro tão característicos de sua narrativa. Escrito por encomenda para Carlos Lacerda, O casamento, único romance de Nelson, foi publicado em 1966 e alcançou sucesso extraordinário em poucas semanas. O autor já se preparava para uma brilhante carreira nas livrarias quando foi tomado de surpresa pela notícia da morte de Mário Filho poucos dias após o lançamento do livro. Antes que pudesse se recuperar da perda de seu irmão, o romance foi proibido pelo ministro da Justiça do governo de Castello Branco, tendo sido considerado subversivo e indecoroso.