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Casos de amor com livros & filmes

Por Raffa Fustagno

Fiquei extremamente feliz quando as talentosas Tammy Luciano e Thati Machado toparam participar do Evento da Menina Especial dia 4 de fevereiro, sábado, na FNAC BarraShopping. Não faço ideia do que irão aprontar, mas, por já conhecê-las com o microfone nas mãos, tenho certeza de que coisa muito boa vem por aí 😉 Quem ainda não participou de nenhum lançamento de O Livro da Menina, a hora é agora. \o/
Ilustração: Cadu França
Ir a Bienais do Livro sozinha, falar o nome de um autor na escola ou faculdade e ninguém imaginar quem era, vibrar quando um livro era lançado e ninguém entender o quanto aquilo era importante para você. Pois é, eu poderia citar vários exemplos de como foi a minha vida antes de colocar o blog no ar.
De repente havia 100 pessoas interessadas na resenha que eu publicava, na crítica do filme francês tinham 200 e foi então que a cada seguidor ganho, a cada curtida na fanpage, a cada comentário de “Li porque você recomendou…” me fez perceber como não era mais um simples espaço para conversar com meia dúzia de amigos que tinham o mesmo interesse. Havia milhares de pessoas que compartilhavam o que escrevia em suas timelines, que me reconheciam nos corredores da Bienais e que mandavam inbox dizendo que eu precisava opinar sobre determinado livro ou filme. 
Ilustração: Cadu França
Não estar sozinha e bem acompanhada mudou tudo em minha vida, e do “publicar” pela primeira vez no blog uma postagem ao estar em pé em uma livraria lotada de pessoas querendo falar sobre um seriado que amamos ou entrevistando um autor que até outro dia eu estava na fila de autógrafos pode ter parecido fácil, mas não foi.
Com o boom de conteúdos para quem ama ler e ir ao cinema, se destacar na multidão é cada vez mais uma tarefa difícil, e muitos perguntam como eu consigo. Não há receita, há paixão. Não passo um único dia sem ler, mesmo nos dias mais intensos de trabalho, é isso que me desestressa. Uma semana sem ir ao cinema para mim é muita coisa, tanto que já mesmo de férias me enfiei em salas de cinema dos Estados Unidos, do Chile, da Argentina e até da França – e olha que lá eu nem falo o idioma.
Publicar a opinião do que senti lendo ou vendo algo é automático, e como não ficar feliz quando sei que quem me lê agora sabe quem é Ricardo Darín de tanto eu falar de todos os filmes dele?
Claro que estar nas redes sociais é importante. Atualizar Instagram, Facebook, blog, Skoob e o canal do YouTube são compromissos diários e que arrumo tempo mesmo que não tenha. A internet me deu todas as ferramentas, mas o prazer é meu em gerar os conteúdos falando do que amo.
Como não me emocionar após receber no evento mensal que apresento em uma livraria um autor que li todos os livros e que agora sabe meu nome? Não menos importante é saber que, em um país onde nem todos têm o hábito de ler, as pessoas que conheço subvertem qualquer estatística e lotam auditórios só para ver um autor e/ou para me ouvir falar de livros?
Ilustração: Cadu França
A dimensão que irá tomar o que amamos não pode ser imaginada, eu não esperava receber mensagens de leitores de estados que nunca visitei, achei que só meia dúzia de cariocas me leriam. Felizmente eu estava enganada. Há pouco tempo eu virei livro e vejo um monte de gente enviando mensagens dizendo que amaram o que escrevi, tirando fotos de páginas do livro, me marcando em partes que se identificaram.
Se existe razão melhor para continuar manifestando minha opinião e fazendo novos amigos, desconheço.
Essas amizades literárias são tão intensas que, por ter passado para o lado da autoria, tive receio em fazer o convite inverso. Ao invés de eu entrevistar as autoras que sempre participam dos Eventos da Menina, convidei-as para participar do evento do dia 4 de fevereiro na FNAC BarraShopping, dessa vez com elas me fazendo perguntas.
Quero muito ver todos vocês com a gente lá!!!

Raffa Fustagno

Blogueira, bookaholic, booktuber e cinéfila, lançou recentemente O Livro da Menina.

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